Viaje connosco pelas Aldeias Históricas de Portugal, um tesouro escondido no Portugal profundo, todas as segundas-feiras, a partir das 18 horas.

www.aldeiadaminhavida.blogspot.com
08
Abr 09
Descobri na internet slides-show sobre a Aldeia de Marialva e o concelho de Mêda.
As fotografias estão fabulosas!

Venha espreitar também , clicando aqui:




*********** *********
Aproveito a ocasião para agradecer a Emilia pela oferta dos selos.




Obrigada pela amizade, Emília!

E seguindo a tradição , vou repassá-los aos meus amigos :

Espero que tenham gostado das minhas amêndoas!

Uma boa Páscoa para todos!

publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 11:11

03
Abr 09
Antes da nossa viagem,convido a espreitar uma pequena reportagem, feita pela sic (TV) esta semana, sobre a realidade das nossas aldeias.



publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 17:38

09
Mar 09







Antes de partirmos, rumo a uma nova aldeia, aqui fica um vídeo sobre Castelo de Marialva... e a vontade de lá voltar...sempre que tiver saudades daquele enigmático lugar...

E agora é tempo de voltarmos à estrada a caminho de Castelo Rodrigo, em terras entre o Douro e a Beira Alta, onde começa o "Riba Côa" e define fronteira com Espanha.

Para lá chegar, temos duas alternativas:



percurso 1 Marialva-Castelo Rodrigo(clique aqui):

  • ponto de partida Marialva entra-se na Ip2/EN 102 até Vila Nova de Foz Côa;

  • segue-se em direcção a Castelo Melhor pela estrada nº222;

  • cortando para Almendra pela estrada nº332 em direcção a Figueira Castelo Rodrigo até encontrar lá no alto do monte a Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo.

    Nota: São 60 km, com a duração de uma hora ( de carro);

percurso 2 : Lisboa- Castelo Rodrigo ( clique aqui):

  • ponto de partida : Lisboa , entra-se na A1 (Lisboa-Porto)

  • saída Abrantes -Torres-Novas para apanhar a A23 (direcção à Guarda)

  • saída em direcção a Sabugal/Pinhel, pela A25/IP5,

  • em seguida toma-se a estrada nacional 324 em direcção a Almeida;

  • segue-se a estrada nacional nº 340 e depois a estrada nº 332 quando passar em Arabalda do Poço, em direcção a Castelo Rodrigo.

    Nota:distância do percurso : 376 km; duração cerca de 4 horas; custos de portagem : 2,80€




E cá estamos, na linda aldeia de Castelo Rodrigo!










"Situada no cume de um monte de 820 metros de altitude, a nascente da serra da Marofa e a 5 km a sudoeste de Figueira de Castelo Rodrigo. É deslumbrante a panorâmica que se admira do local, abrangendo terras de Espanha, Trás-os-Montes, Douro e Beiras."(1)

Antes de conhecermos a aldeia, proponho fazer uma breve viagem pela sua História:

" A fundação de Castelo Rodrigo remontará ao tempo dos Túrdulos que, cinco séculos antes do nascimento de Cristo, terão habitado a região. Posteriormente, Romanos e árabes foram outros povos invasores que se asenhorearam dos férteis terrenos(...)(2)" em volta.

Mas na realidade, quem deu o nome e fundou a actual aldeia foi o conde Rodrigo Gonzáles Girón do reino de Leão, no início do século XII, que depois da luta contra os mouros construiu uma muralha no alto do monte sobre um rochedo. Daí o nome de Castelo Rodrigo



Por volta de 1209 Castelo Rodrigo tornou-se numa povoação fortificada , como parte integrante da linha defensiva do reino leonês da margem direita do rio côa ( oposta à linha defensiva portuguesa da margem esquerda) onde tambémfaziam parte Castelo Melhor, Almeida, Castelo Bom e Sabugal .

A Aldeia foi disputada pelos reis cristãos ( de Leão e de Portugal) e pelos mouros. O interesse pela terra devia-se , não só pelos terrenos bastante férteis, mas também pelo facto de ser um importante ponto estratégico para a defesa das suas terras recém-reconquistada.

Depois de passar por várias mãos, Castelo Rodrigo foi a última terra de riba-côa que se tornou definitivamente portuguesa com o Tratado de Alcanices, em 1297 no reinado de D. Dinis.


Mas os tempos de paz foram pouco duradoiros por estas terras...e vamos procurar descobrir porquê, e saber mais sobre esta magnífica terra na próxima semana...

Até lá!

_____________________

nota:Bibiografia:

  • Borges, Júlio António, "A natureza, o homem e a arte- roteiro turistico cultural", Município de Figueira de Castelo Rodrigo, 2000.
  • da Cruz ,Manuel Braga, "Castelo Rodrigo e o convento de Stª Maria Aguiar", Junho 2006;

publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 15:20

02
Mar 09
Depois de uma excelente estadia nas Casas do Coro e de um café da manhã de chorar por mais, está na hora de retomar a última etapa da nossa visita a esta aldeia de Marialva, como Saramago disse: «o lugar bruxo onde o passado nos diz “Aqui estou” e fica a olhar-nos, em silêncio à espera ».


Aqui estamos nós, então no alto da Cidadela em ruínas (onde ninguém mora desde princípios do séc. XIX), dentro das muralhas do castelo cujo formato de um barco convida-nos a “navegar” para Sudoeste, avistando num horizonte de perder de vista uma imensidão de terras recortadas por vales e pela serra da Marofa.


Este castelo tem três portas: Porta do Anjo da Guarda ou S. Miguel, Porta do Monte ou de Santa Maria e Porta da Traição.

Representou um papel importante ao longo de vários momentos decisivos da História de Portugal, uma vez que fazia parte da linha defensiva de castelos estrategicamente implantados ao longo da fronteira com a actual Espanha.


Para além disso, Marialva ganhou grande importância na região quando D. Dinis criou uma feira mensal em 1286. Realizava-se todos os dias 15 do Mês, onde os feirantes gozavam paz (não podiam ser incomodados, seja por dívidas ou até por crimes cometidos). Teve impacto não só ao nível económico, mas também a nível cultural, como ponto de encontro para transmissão de conhecimentos entre populações oriundas de várias regiões.


E agora que estamos na zona mais elevada das muralhas, encontramos a Igreja Matriz de Santiago, a Capela do Senhor dos Passos e a Torre de Menagem.



Segundo a tradição, foi nesta torre que viveu a princesa Maria Alva, que terá dado origem ao nome da aldeia e à famosa lenda da Dama dos pés de cabra.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 20:07

Conta-se que uma princesa de pele “alva” e de cabelos cor de oiro nunca saía da torre, mas aparecia várias vezes à janela. Muitos eram os cavaleiros que ficavam diante da torre, à espera que ela aparecesse à dita janela, oferecendo finos e exóticos presentes para conquistar o seu coração. Maria Alva não se deixava impressionar com os presentes, devolvia tudo no dia seguinte e aparecia à janela triste, acenando ao cavaleiro desiludido.


Um dia a princesa disse: “- Caso com quem me oferecer um par de sapatos à medida do meu pé”.

Com essa declaração, foram muitos os cavaleiros em busca do melhor sapateiro para encomendar sapatos de variados tamanhos, formatos e cores. Houve mesmo um sapateiro famoso chamado Ramiro, que se divertia a espicaçar os seus clientes, dizendo:
“- Se ela faz tanto mistério à conta dos pés é porque os tem bem pequeninos. Encomende o senhor uns sapatos de boneca e vai ver que acerta”. Mal o cliente saía, a conversa mudava e ao seguinte dizia exactamente o contrário.
À conta disso, este sapateiro ganhou muito dinheiro. Mas o que é certo, é que ninguém acertava e os sapatos, depois de experimentados, eram atirados pela janela abaixo, o que desmoralizava qualquer um…


Mas houve um príncipe muito esperto, que lembrou-se de arranjar uma maneira de ter as medidas dos pés da dita dama: pagou um criado para espalhar farinha junto à cama da princesa. Na manhã seguinte, quando a princesa se levantou, deixou uma pegada no chão.

Para o espanto do criado, quando ia tirar o molde do pé viu que, não se tratava de um pé humano, mas sim de pés de cabra. Este quando contou ao príncipe, aconselhou-o a esquecer essa princesa, que mais parecia “obra do diabo”. Prometeu-lhe que não contava a ninguém, com pena do príncipe. Este não lhe respondeu, pagou-lhe em dobro o que lhe tinha prometido pelos seus serviços e levou consigo o molde do pé.

Secretamente, encomendou os sapatos a Ramiro, de acordo com o molde em troca de uma arca cheia de moedas de ouro e de prata. Ainda que hesitante, depois de se benzer três vezes, pedir protecção a Nossa Senhora dos Remédios e de se justificar com o Santiago, fez os sapatos em três dias.

O príncipe, depois de levantar a encomenda, dirigiu-se à torre, curioso com a reacção da princesa. Minutos depois da entrega da prenda, ouviu-se um grito medonho e começaram a sair faíscas e fumo pela janela. Toda a gente fugiu apavorada da torre, pensando tratar-se de um incêndio, menos o príncipe, que não arredou o pé dali. Foi o único que não arredou pé dali e ficou á espera par a ver a dama, não da janela, mas da porta da torre, feliz, caminhando descalça e em bicos de pés delicados. O príncipe chegou junto dela e abraçaram-se.

A Dama, feliz agradeceu-lhe por ter conseguido quebrar o encanto. Contou que uma bruxa malvada lhe tinha lançado um encanto: enclausurou-a na torre com pés de cabra e só poderia ser quebrado se recebesse de alguém de presente um par de sapatos à medida.

O príncipe casou-se com a princesa, fez uma peregrinação a Santiago de Compostela e mandou construir uma casa de pedra para viver com a família.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 20:02

11
Fev 09
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 16:35

09
Fev 09

Como ficou prometido, vamos iniciar a nossa viagem, com destino a Marialva, uma Aldeia Histórica bem guardada no coração da região da Mêda, como um dos tesouros mais preciosos da região.


Tendo como ponto de partida a cidade de Lisboa, temos duas alternativas no trajecto a suguir:

1) Auto-estrada A1 (Lisboa-Coimbra); IP3 (Coimbra-Guarda) saída em Celorico da Beira para apanhar a E.N. 102/IP2 (direcção a Trancoso- Mêda); saída para Marialva pela E.N. 324.


2) Auto-estrada A1 até ligação da A23 ( direcção Beira interior/Guarda); apanhar a A25 (direcção a Viseu-Aveiro), saída em Celorico da Beira, que segue pela E.N.102/IP2 ( direcção a Trancoso-Mêda) saída para Marialva pela EN 324.

Informação a ter em conta:
- a segunda opção é mais económica (o acesso A23 é gratuito) :
- a duração dos percursos propostos têm o mesmo tempo aproximado: 4 horas ( respeitando a velocidade permitida)
- para planear a sua viagem com mais pormenores, consulte : http://www.viamichelin.fr/ ;

Ao longo dessa longa viagem , podemos aproveitar para visionar no mapa a localização de Marialva e da cidade de Mêda. Ambas localizam-se no norte de Portugal, a 70 km da cidade da Guarda , na zona de transição entre o Planalto Beirão e o Alto Douro. A cidade de Mêda é a sede de concelho, do qual faz parte Marialva, entre as restantes 15 freguesias, perfazendo uma área de 296 Km2. Como vizinhos tem os concelhos de Pinhel, Penedono, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.

Se pretende visitar esta região nesta época do ano ( Fevereiro), vai encontrar um inverno um pouco rigoroso, com a temperatura média de 5º graus c. , sendo por isso habitual a geada, chuva e por vezes neve. Enquanto que o Verão é seco e muito quente, com a temperatura média de 20º c.

Um dos pontos fortes e motivo de grande procura, por parte dos turistas, são os vinhos produzidos pela Adega Cooperativa de Mêda, pelo facto de o concelho fazer parte da Região demarcada do Douro, dos quais destacam-se os de Longroiva, de Fontelonga e do Poço-do-Canto.

O outro ponto de atracção são as Termas de Longroiva, cuja água mineral natural apresenta propriedades indicadas para tratamento de problemas reumáticos e respiratórios.

O concelho é muito rico em património histórico, recheado de grande História e de pequenas histórias, as quais fazem parte da cultura e identidade dos medenses. Património esse que tenho orgulho e farei gosto em partilhá-lo convosco, começando com o seu maior tesouro:



Marialva
Marialva é uma terra cheia de memórias. A prova disso é o seu próprio nome.

Começou por chamar-se de AVAROR ( "da alta colina"), com a chegada dos primeiros fundadores - Túndulos- no séc. VI a.c , onde ergueram o primeiro castro dos aravos, ainda antes da presença dos romanos.



Com o domínio romano, a povoação passou a denominar-se de "CIVITAS ARAVORUM"(cidade dos aravos). No tempo de Adriano e de Trajano recontruiram o castelo, fizeram estradas e a "Naumaquia", onde tinham os banhos públicos.



No tempo das invasões bárbaras, instalaram-se aí os visigodos, que passaram a chamá-la de "Monte de S.Justo ".



Segue-se o domínio dos mouros, que a batizaram de MALVA e deixaram várias histórias de encantamento.



Com a chegada do tempo da reconquista, D. Fernando Magno de Leão chamou-a, então, Marialva em 1063.



A partir daqui Marialva torna-se num dos pontos estratégicos de defesa do reinado de Portugal, durante a reconquista cristã.

Gostou de saber um pouco sobre a região?
Na próxima semana convido-o(a) a continuar esta viagem experimentando os sabores da região.
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publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 15:23

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