Viaje connosco pelas Aldeias Históricas de Portugal, um tesouro escondido no Portugal profundo, todas as segundas-feiras, a partir das 18 horas.

www.aldeiadaminhavida.blogspot.com
15
Jun 09
Vista parcial de Castelo Mendo
Foto da Olho de Turista, Lda

Castelo perdido no monte
entre paisagens soberbas da Beira,
e as terras de Salamaca,
cuja visão atordoante acompanha
o rio Côa, que nasce a sul,
por terras de Sabugal
e desagua a norte, à porta do Douro.




Perdido no silêncio, que perdura
Em cada pedra granítica que ainda resta
Guardando para si longas e intermináveis
histórias de disputas de dois reinos,
por um país, um castelo, uma terra , uma vida.


Foto da Olho de Turista, Lda


Um dia este castelo teve vida!

Nas mãos de D. Sancho I,
Tornou-se numa importante vila.
De D. Mendes Mendo
escolheram para Alcaide
E o nome à terra, em sua honra.
Nas mãos de D.Dinis,
Nasceu a primeira feira portuguesa.




Foto da Olho de Turista, Lda



Aqui Homens e Mulheres
trabalharam, rezaram e lutaram
Heroicamente viveram e morreram
para defender o que lhes era mais querido.



Foto Olho de Turista, Lda

Na Igreja de Santa Maria
Um coração arruinado deste castelo
Parece insistir em bater
A cada passo um silêncio
apaziguante,
insiste sussurar ao ouvido
nomes daqueles que jogaram,
neste palco, a vida e a morte.


Foto Olho de Turista, Lda


Este quase poema acabei de o escrever.
São algumas das sensações que eu vivi numa manhã fria à descoberta, desta aldeia que hoje insistem em esquecê-la.

É uma aldeia genuinamente medieval, onde é possível imaginar, viajar no tempo e interiorizar na flor da pele vivências tão simples do quotidiano medieval.

São emoções indescritivéis que absorvem qualquer um e não deixa ninguém indiferente a ela.

Escrito por Susana Falhas



Gostou desta nova abordagem? Deixe o seu comentário e na próxima semana continuaremos a descobrir mais coisas de Castelo Mendo.

Não deixe de espreitar o blogue Aldeia da minha vida (clique aqui)

Estão presentes textos de participantes de grande valor (bloguistas e não bloguistas ) mostrando o melhor da sua aldeia portuguesa, de norte a sul país.

Visite, leia, releia , faça comentários e se gostar vote no melhor texto .

publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 16:26

08
Jun 09

Para comemorar o Dia de Portugal, a Olho de Turista, proprietária do blogue das Aldeias Históricas de Portugal está a dinamizar a blogagem Colectiva sobre a "Aldeia da Minha Vida",com o patrocínio da Pousada de Monsanto , que oferece um fim de semana para duas pessoas, com pequeno -almoço incluído.
Pretendemos com esta blogagem promover o património do nosso país, bem escondido pelas aldeias do interior , infelizmente condenado ao esquecimento .
Vamos sacudir a nossa memória , contrariar esse esquecimento, desvalorização e mostrar a todos os belos recantos portugueses merecedores da atenção.


A partir de amanhã , dia 9 até 28 de Junho , inicia-se a Blogagem Colectiva "Aldeia da Minha Vida" no blogue :

http://www.aldeiadaminhavida.blogspot.com/


Saiba quem vai participar e escolha o melhor conjunto de texto e imagens da " Aldeia da minha vida".

Ficamos a aguardar por si!
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 18:00

Desta vez a nossa viagem a Castelo Mendo vai ser mais curta…

Deixo-vos um vídeo para apreciarem Castelo Mendo… e no post que segue, uma lenda desta belissima aldeia.






Video: OLHO DE TURISTA, LDA
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 17:51

O monstro e o ermitão é uma lenda popular que deve ter surgido para explicar um curioso ritual que durou séculos: Todos os anos a população de Castelo Mendo enviava um grupo de rapazes seminus da cintura para cima à festa da Senhora de Sacaparte, que se realiza numa aldeia vizinha chamada Alfaiates.(…) (1)”

De uma forma abreviada, vou contar a razão desse ritual.

Tudo começou porque todos os anos, no início da Primavera, desaparecia sempre alguém na terra. A população aflita, nada sabia do paradeiro desses jovens e especulava-se mil e uma situações que explicassem esses mistérios, de que seriam vítimas. Com medo de calhar a sua vez, as mães evitavam até mandar os filhos sozinhos pelo campo… Mas todas as precauções eram em vão: estava mais que certo que todos os anos desaparecia um rapaz da aldeia.

Até que um dia, três aldeões : um viúvo, um casado e um solteiro resolveram consultar um velho ermitão, com fama de sábio, que vivia a léguas da aldeia, numa dobra da serra. Demoraram vários dias a encontrá-lo na sua toca do ermitão, vestido de farrapos, com uma longa e comprida barba branca, a recolher mel das abelhas.
O ermitão recebeu-os oferecendo-lhes a comida que tinha: mel, frutos silvestres, e leite de cabra. Ouviu-os atentamente e prometeu que lhes daria a resposta certa, de madrugada. Ansiosos, ficaram acordados a noite toda à espera da resposta.

“Da boca do ermitão saiu uma lengalenga que não só dava a chave do mistério, como apresentava a solução:

Nestas terras por azar
Anda um monstro traiçoeiro
Ai de quem ele avistar
Que o engole logo inteiro

Para este mal acabar
Oiçam-me bem esta rima
Dezoito moços hão-de-andar
Nus da cintura para cima

E assim mesmo hão-de andar
À Senhora de Sacaparte
Para o monstro ali vencer
Apenas com esta arte.(1)”

Ouvidas as palavras, os três homens agradeceram e partiram para a aldeia. Quando chegaram, o povo quis ouvir vária vezes as palavras ditas pelo ermitão. Tantas foram as vezes que ficou no ouvido esta rima:

“Mandar moços seminus
À Senhora de Sacaparte?
Se essa é a solução
Pois lá irão”

E assim se cumpriu esse ritual anos e anos na romaria em honra de Nossa Senhora de Sacaparte em Alfaiates, uma aldeia vizinha. Durou até há cerca de cem anos atrás, quando um bispo pôs termo ao ritual.

Actualmente não há memória desse ritual, apesar de continuar essa romaria.


Até à próxima segunda-feira!
___
observações:
(1) Magalhães, Ana Maria, Lendas e segredos das Aldeias Históricas de Portugal, Comissão Coordenadora da Região Centro, Março de 2002.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 16:42

03
Jun 09
Esta noite (3 de Junho), entre as 21 e as 23 horas, a Olho de Turista será entrevistada no programa “Burn “da Rádio Voz de Mangualde.

O tema da entrevista é sobre a Blogagem Colectiva “Aldeia da minha vida” em que Susana Falhas, sócia da empresa Olho de Turista, Lda , está a convocar para os dias 9 e 10 de Junho, a propósito das Comemorações do Dia de Portugal, dia de Camões, bem como das Comunidades Portuguesas no Resto do Mundo.

Quem quiser acompanhar a entrevista na Rádio Voz de Mangualde, poderá faze-lo ouvindo na frequência 107.1 FM ou pela via Internet: http://www.radiomangualde.com/ .

É uma boa oportunidade para saber mais sobre essa blogagem e esclarecer dúvidas, falando connosco em directo (através do telefone da rádio 232 612 363).
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 16:18

01
Jun 09
Na nossa viagem, que começou em finais de Janeiro deste ano, já passámos pelas lindas Aldeias :
  • Marialva, Concelho de Mêda,;
  • Castelo Rodrigo, Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo;
  • Almeida (Concelho)

E na semana passada entrámos, muito suavemente em Castelo Mendo outra Aldeia Histórica que pertence ao Concelho de Almeida.

Vou confessar-vos uma coisa: só hoje descobri como colocar no blogue o mapa do google. Mas como vale mais tarde do que nunca, aqui está o percurso que já fizémos, até agora.




Ver A nossa viagem pelas Aldeias Históricas de Portugal num mapa maior

É claro que faltam muitas Aldeias para descobrir, pois para quem não sabe, são doze:

  • Almeida;
  • Belmonte;
  • Castelo-Mendo;
  • Castelo-Novo;
  • Castelo Rodrigo;
  • Idanha-a-Nova
  • Linhares da Beira
  • Marialva
  • Monsanto
  • Piódão
  • Sortelha
  • Trancoso

Ainda não falei delas, porque estou a fazer uma espécie de viagem com vocês, seguindo uma rota, como já poderão visualizar parte dela no mapa. Mas quando chegar a vez delas, terão o seu "lugar ao sol "tão bem merecido como estas , que andei a falar desde finais de Janeiro.

publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 19:27

Foto: OLHO DE TURISTA, LDA


Castelo Mendo é uma terra com uma longa História, cuja passagem humana deixou a sua marca, ainda que intercalada de sucessivos abandonos.


Começou por ser um castro neolítico, que inicialmente se transformou num “oppidum” romano, seguindo-se num castro lusitano, que por sua vez foi convertido numa fortaleza durante a reconquista cristã, como “ base de ocupação militar e de centro político e administrativo” (1).
Mas a verdadeira origem do nome " Castelo Mendo" continua incógnita, pois há quem considere que a primeira povoação tenha surgido na "baixa". Pensa-se que a terra não se chamaria, inicialmente, Castelo Mendo, mas teria sido assim baptizada com o nome do seu primeiro alcaide "Meenedus Menendi", que foi último a assinar o primeiro foral concedido por D. Sancho I, em 1229.


Foto: OLHO DE TURISTA, LDA


" No subconsciente local ainda hoje se mantém vivo o alcaide D. Mendo Mendiis que tinha por função tomar a si a defesa do castelo que lhe tomou o nome : Castello Menendo. Numa parede do velho tribunal está aplicada uma gárgula a que o povo denomina de «o Mendo». (...) a menda, esta encontra-se em parede fronteira ao citado edifício do Tribunal e Porta de D. Sancho que ostenta orgulhosamente, na sua base, o símbolo heráldico d’El Rei que lhe deu o foral".
São "(...) símbolos anatómicos do homem, desse herói povoador que desbravou Riba Côa na convicção de afirmar Portugal, unindo-se conceitualmente ao sonho de um rei!..."(2)

_____________
Observações:
(1) Carvalho, Castelo Mendo, um conjunto histórico a preservar, edição do autor, 2ªa edição, 2000.
(2) Borges, Mouzinho, Castelo Mendo: o sonho de um rei, Câmara Municipal de Almeida, 1998.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 18:54

imagem retirada da internet


...Nasceu em Castelo Mendo!
Castelo Mendo tinha uma importância estratégica para a defesa das terras da margem esquerda do rio Côa, especialmente dos castelhanos. A fim de atrair população a esta terra para ser defendida, em 1229, D. Sancho II tem a preocupação em atrair clérigos, leigos com a criação de privilégios, de regalias e de condições para facilitar a fixação da população.

Desde modo, concede o primeiro foral à povoação, transforma-a numa fortaleza e, a fim de desenvolver a economia local, institui aí a primeira feira medieval portuguesa (quadrimestral) com a duração de oito dias de cada vez, na Páscoa, pelo S. Jorge (no Verão) e pelo S. Miguel (no Outono), bem como o mercado semanal. Essas três épocas traduziam-se nos momentos mais altos e propícios para as transacções comerciais de “animais da região, suas crias e produtos derivados. De entre eles, as peles, a lã, o queijo, bem como os cereais próprios do início e do fim do verão”. (1)

Foto: OLHO DE TURISTA, LDA


Foto: OLHO DE TURISTA, LDA


Para incentivar a ida aos mercados e feiras da vila, o rei concedeu” períodos de paz de 24 dias," ficando assim os perseguidos pela justiça, isentos de responsabilidade civil e criminal durante esses dias. Por outro lado, a vila também era um couto de hominizados, onde os perseguidos pela lei podiam se estabelecer na vila livremente desde que cumprissem determinadas regras.

Foto: OLHO DE TURISTA, LDA

Essa protecção ainda continuou no tempo de D. Dinis, que confirma o foral de D. Sancho II e dá a Castelo Mendo uma nova Carta de Feira, onde passa a haver uma feira anual de 15 dias, entre finais de Abril e princípios de Maio, mantendo-se a protecção dos feirantes. Infelizmente estas feiras perderam importância e grandeza e acabaram por morrer.
________
Observações:
(1) in: Carvalho, Amorim, "Castelo Mendo, um conjunto histórico a preservar", edição do autor, 2ªedição, 2000.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 18:18

Hoje apenas resta a recordação dessas feiras, que a Câmara Municipal de Almeida promove recriando anualmente a Feira Medieval, nesta belíssima terra.
Este ano foi assim:


Video: OLHO DE TURISTA, LDA

Na próxima 2ªa feira, continuaremos à descoberta de Castelo Mendo.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 18:13

25
Mai 09
Não podemos deixar a vila de Almeida, sem falarmos da Lenda da princesa Isabel, com já tinha prometido.

“A história da princesa Isabel baseia-se em factos históricos:
Isabel foi a única filha bastarda do rei D. Fernando e não se sabe quem era a mãe. No ano 1372 o rei Henrique de Castela invadiu Portugal com um exército que entrou por Almeida e se dirigiu para sul a fim de cercar Lisboa. Pelo caminho efectuaram pilhagens , houve combates, muitos mortos e feridos. Os portugueses resistiram como puderam mas ficaram muito abalados, e por isso tiveram que fazer cedências na altura de assinar a paz. Uma das cedências foi entregar algumas terras junto da fronteira ao rei de Castela. Do lote fez parte Almeida, que só foi entregue por três anos.
imagem retirada da internet

Na ideia de reforçar os laços de amizade e evitar novas guerras, combinaram-se casamentos de princesas portuguesas com príncipes castelhanos. Isabel, apesar da sua pouca idade (8 anos), seguiu com os exércitos inimigos para se casar com Afonso, também ele filho bastardo do rei de Castela. Acontece que Afonso, que já tinha 18 anos, reagiu mal à ideia (…)

imagem retirada da internet


No entanto, ao contrário de outras pequenas princesas que foram viver para o estrangeiro e tanto sofreram em terras estranhas sem o amor de ninguém, Isabel teve sorte. A rainha de Castela Joana Manuel) era irmã da sua avó paterna ( Constança Manuel) e, portanto, não só a recebeu de braços abertos como a protegeu toda a vida.”


Com essa aliada Isabel aprendeu a língua local e adaptou-se bem à vida da corte castelhana, sem sentir pela falta do príncipe, que andava ao serviço do rei de França.
Com os anos tornou-se uma mulher formosa, alegre e simpática e ninguém compreendia a sua rejeição por parte do príncipe.


“Numa tarde chuvosa do mês de Fevereiro , estando a corte reunida no palácio de Valladolid(…) apareceu Isabel muito bem ataviada em sedas e veludos. Também se penteara com esmero e trazia ao pescoço, nas mãos e nas orelhas as jóias lindíssimas que lhe oferecera a rainha. (…)




imagem retirada da internet
O próprio rei ficou estupefacto ao ouvi-la declarar alto e bom som que chegara à idade de casar.
- Sei que não agrado a D. Afonso e quero que saibam que ele também não me agrada a mim, mas isso não interessa.
A assistência emudecera de pasmo perante aquela rapariguinha altiva e firme, exigindo de cabeça erguida aquilo a que tinha direito:
- Sou filha do rei de Portugal, e se está previsto que me torne nora do rei de Castela, não vejo motivo para esperar mais!
Uma argumentação simples, clara e directa nunca é fácil de rebater. O silêncio prolongou-se com grande incómodo para o rei, que sentiu a autoridade posta em causa diante mil pares de olhos que o trespassavam como quem pergunta: « Então? O príncipe casa ou não casa? »



Imagem retirada da internet

D. Henrique saiu de rompante e mandou escrever em letras gordas uma mensagem ao filho. Ordenava-lhe que viesse imediatamente para subir ao altar e receber Isabel por esposa. Caso não comparecesse, seria deserdado e no testamento encontraria apenas a maldição paterna.
Apesar da ameaça, só nove meses depois se pôde realizar a cerimónia. Uma linda cerimónia na catedral de Burgos, com a presença do arcebispo de Santiago.(…) Quando chegou a vez de Afonso dizer o sim, ficou calado até que o rei se aproximou de cenho franzido e ele não teve outro remédio senão murmurar a palavra-chave, mas fê-lo num repente carrancudo e maldisposto: -Sim.
Foto: OLHO DE TURISTA, LDA

À noite foram para o quarto como esposos(…) Mas ele não a abordou.(…) Virou as costas sem uma explicação.
Pobre Isabel! Muito sofreu por ser rejeitada. Preferiu no entanto não contar a ninguém e aguentar firme.(…) Muitas foram as tentativas falhadas! Nem enfeites, nem perfumes, nem trejeitos, nem lágrimas, nem suspiros(…) tiveram qualquer efeito. O marido continuava indiferente.(…)

Por último Isabel recorreu a uma feiticeira sevilhana que toda a gente da corte consultava em segredo. A mulher era velha, gorda, feia e exalava um cheiro estranho a plantas mal cozidas. Sentada num banco de três pés(…) a feiticeira ouviu, ouviu muito calada. Mastigava um pauzinho e sorria absorta.
imagem retirada da internet

- Este caso resolve-se bem se souberes escolher o momento certo e dar-lhe uma beberagem feita com ervas que te indicarei e hão-de ser colhidas pelas tuas próprias mãos numa noite de lua cheia…(…) Um ano depois deu à luz um filho, quebrou-se o enguiço e vieram mais cinco rapagões.(…)”
____________________________
Observações:
In: Magalhães, Isabel, Lendas e Segredos das Aldeias Históricas de Portugal, Comissão de Coordenação Centro, Editorial Caminho, S.A. Lisboa, Março de 2002.
publicado por aldeiashistoricasdeportugal às 18:46

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